<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Guilherme Teixeira</title><description>Welcome to my website.</description><link>https://guiteixeira.dev/</link><item><title>A História do Front-End</title><link>https://guiteixeira.dev/garden/01-historia-do-frontend/</link><guid isPermaLink="true">https://guiteixeira.dev/garden/01-historia-do-frontend/</guid><description>Um resumo sobre a história do front-end</description><pubDate>Sun, 18 Aug 2024 00:00:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;h1&gt;Introdução&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;A história do front-end se confunde com a história da web, então para contar como o desenvolvimento front-end começou é preciso primeiro contar como Tim Berners-Lee inventou o HTML num laboratório do CERN em 1989.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando alguém pergunta a um desenvolvedor o que é front-end, a resposta é sempre algo como &quot;o front-end é a &lt;em&gt;cara&lt;/em&gt; de um site ou de uma aplicação, aquilo que o usuário vê e/ou com o que ele interage&quot;. Logo, se a interação do usuário com uma página se dá através de um mouse, um teclado e uma tela, então tudo começou a partir de um clique em especial.&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;O Clique de Tim Berners-Lee&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;A World Wide Web — ou &quot;Web&quot;, para os mais íntimos — nasceu com um cientista da computação que trabalhava no CERN. Na época com 33 anos, Tim tinha como objetivo original conectar artigos sobre Física para que cientistas os acessassem por meio das referências nas notas de rodapé. Essa invenção é conhecida hoje sob o nome de &lt;em&gt;hyperlink&lt;/em&gt;, os links azuis que após serem clicados ficam roxos. Nasce então o &lt;strong&gt;HTTP&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;HyperText Transfer Protocol&lt;/em&gt;), protocolo de comunicação entre servidores e clientes cujo objetivo original era conectar universidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/jabvv3pup2z3dletpcxj.png&quot; alt=&quot;Primeiro site da história&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;Anos 90&lt;/h1&gt;
&lt;h2&gt;Os primeiros browsers&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;A invenção de Lee ganhou rápida aceitação e logo chamou atenção de outros estudiosos, então em 1993 é apresentado o primeiro navegador web que se tornaria amplamente popular, o &lt;strong&gt;Mosaic&lt;/strong&gt;. Entre seus criadores estava Marc Andreessen, que mais tarde foi também cofundador da Netscape e cocriador do seu famoso browser, o &lt;strong&gt;Netscape Navigator&lt;/strong&gt;. De 1989 até 1994, embora promissora, a World Wide Web ainda era uma tecnologia de nicho usada majoritariamente por universidades, por governos e por empresas privadas. Com a popularização do Mosaic e após o surgimento de empresas como a ex-gigante AOL (America Online), a Microsoft lança um navegador curiosamente similar ao Netscape e dá o pontapé no interessante período chamado de “A Guerra dos Navegadores”.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;A Guerra dos Navegadores (1995–1999)&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;A Microsoft não assistiu calada à ascensão, lado a lado, da popularidade do Netscape Navigator e da web. Após licenciar o código do antigo Mosaic, ela lança seu sucessor espiritual, o &lt;strong&gt;Internet Explorer&lt;/strong&gt;. Esse movimento deu início à era conhecida como a Guerra dos Navegadores, na qual as duas empresas de software entraram numa corrida pela implementação de novas funcionalidades para seus navegadores a fim de conquistar a liderança entre os usuários. Dentro da Netscape surge o &lt;strong&gt;JavaScript&lt;/strong&gt;, linguagem de programação capaz de adicionar funcionalidades extras ao HTML. Por outro lado, o IE3 passa a suportar CSS, o que obriga a Netscape a implementá-lo a contragosto na próxima versão do seu produto, o Navigator 4. O resultado foi que muitos dos avanços que o CSS oferecia simplesmente não funcionavam no Netscape, ao contrário do IE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa disputa que se seguiu acabou ganhando outro concorrente, o norueguês Opera. Ele já suportava o CSS1 e, graças às &lt;em&gt;media queries&lt;/em&gt;, ficou conhecido como um browser amigável a telas pequenas, abocanhando o espaço de mercado povoado pelos primeiros telefones celulares com suporte a internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1999, enquanto enfrentava ações judiciais antitruste por ter forçado a instalação e utilização do IE no Windows em detrimento dos concorrentes, entre outras acusações, o Internet explorer alcançava inimagináveis 99% de &lt;em&gt;market share&lt;/em&gt;. Dentre as outras acusações estão a de ter distribuído para Windows uma versão do Java que era incompatível com a da sua detentora, a Sun Microsystems. Outra prática considerada anticompetitiva foi a de mesclar Internet Explorer e Windows Explorer (o explorador de arquivos padrão), fazendo com que a única forma de acessar arquivos na internet e arquivos locais fosse por meio deles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta da Netscape foi brutal: abriu o código do Navigator, permitindo que qualquer um fizesse melhorias ou criasse &lt;em&gt;forks&lt;/em&gt; a partir dele. Surge assim o Projeto Mozilla, cerne do que em 2004 culminaria na criação do &lt;strong&gt;Mozilla Firefox&lt;/strong&gt;, sucessor espiritual do Netscape. Até 2003, a Apple ainda utilizava o IE como seu navegador padrão, quando a Microsoft o descontinuou para o Mac OS X. No mesmo ano é anunciado o &lt;strong&gt;Safari&lt;/strong&gt;, browser cujo código foi baseado no Konqueror, navegador pertencente ao projeto KDE, um dos ambientes gráficos mais famosos entre as distros Linux.&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;Anos 2000&lt;/h1&gt;
&lt;h2&gt;As primeiras ferramentas para internet e o boom&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Nessa mesma época, entre 1995 e 2003, nascem o &lt;strong&gt;PHP&lt;/strong&gt;, os já mencionados &lt;strong&gt;Java&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;JavaScript&lt;/strong&gt; e a biblioteca &lt;strong&gt;Flash&lt;/strong&gt;. Nasce também o &lt;strong&gt;Apache HTTP Server&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Windows Server&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Microsoft FrontPage&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Macromedia DreamWeaver&lt;/strong&gt;, entre outras linguagens de programação e ferramentas que pavimentariam o caminho para o &lt;em&gt;boom&lt;/em&gt; da internet a partir de então. O avanço dessas tecnologias e linguagens permitiu o surgimento dos primeiros CMSs (&lt;em&gt;Content Management Systems&lt;/em&gt;), como o &lt;strong&gt;Joomla&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Vignette&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Drupal&lt;/strong&gt; e, finalmente, o &lt;strong&gt;Wordpress&lt;/strong&gt;, em 2003.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No CSS, a evolução do CSS1 para o CSS2 facilitou a transição para páginas &lt;em&gt;tableless&lt;/em&gt;, ou seja, abandonando as tags &lt;code&gt;&amp;lt;table /&amp;gt;&lt;/code&gt; para layouts em favor da semântica do CSS. Sim, acredite se quiser, há 20 anos os sites eram feitos usando tabelas HTML e isso era &lt;a href=&quot;https://www.w3.org/2002/03/csslayout-howto&quot;&gt;uma pedra no sapato da W3C&lt;/a&gt;, a entidade liderada por Tim Berners-Lee que define e regulamenta os padrões para a web.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2004, o Google adota o &lt;strong&gt;AJAX&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Asynchronous JavaScript and XML&lt;/em&gt;), tecnologia que permite ao JS interagir com o servidor de forma dinâmica, em background. O resultado foi o &lt;strong&gt;Gmail&lt;/strong&gt;, serviço que mudaria para sempre a forma como e-mails são utilizados, até então majoritariamente através de programas nativos para desktop. Foi uma verdadeira revolução e um vislumbre do poder dos &lt;em&gt;web apps&lt;/em&gt;. A Microsoft viu diante de seus olhos surgir uma pedra no sapato grande maior do que o esperado: o Gmail era a prova final de que as limitações impostas pelo seu ecossistema pouco importavam mais. Tornava-se dispensável a utilização exclusiva do Outlook para gerenciar e-mails; bastava abrir qualquer navegador e voilà: seu serviço de e-mail estava lá, perfeitamente agnóstico ao OS a partir do qual o usuário estivesse acessando a internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na mesma época nascem também os primeiros &lt;em&gt;frameworks&lt;/em&gt; — em especial o &lt;em&gt;Ruby On Rails&lt;/em&gt; como conjunto de ferramentas para facilitar a construção de sites e blogs — e bibliotecas como o &lt;strong&gt;jQuery&lt;/strong&gt; (escrito em JavaScript) e o Scriptaculous (escrito em Ruby), utilizados para facilitar a padronização do HTML, do CSS e do JS entre a maioria possível de navegadores e páginas, aprimorando substancialmente a experiência do usuário.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;O início da padronização da Web&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/ln1ilgp34ud9usbhkme0.jpg&quot; alt=&quot;internet explorer meme&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em agosto de 2008 aconteceu um fato curioso: o &lt;strong&gt;DHH&lt;/strong&gt;, criador do Ruby On Rails e CEO do Basecamp, anunciou em seu blog que o Basecamp não mais suportaria o &lt;strong&gt;Internet Explorer 6&lt;/strong&gt;. Uma decisão drástica porém necessária para começar a pregar o caixão do navegador mais odiado da história. Lançado justamente com o — para muitos nostálgico — Windows XP, o IE6, embora bastante popular, possuía problemas demais e respeito de menos pelos padrões da web da época e pelos seus concorrentes principais, Mozilla Firefox e Google Chrome. Segundo DHH, o browser tornava o desenvolvimento de software pior apenas para beneficiar de forma mesquinha os interesses de centralização da web nas mãos da Microsoft.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/1839utu5huf5ud9e4wuy.jpg&quot; alt=&quot;JS the good parts book&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em dezembro de 2008, Douglas Crockford lança um livro que influencia desenvolvedores a tentar tornar o JS uma linguagem melhor. Coincidentemente ou não, no ano seguinte o JavaScript recebeu uma atualização que dividiu águas. O ECMAScript 5 (ou ES5 pros mais íntimos) foi considerado o renascimento do JS, trazendo getters/setters, novos métodos de &lt;code&gt;Object&lt;/code&gt;, de &lt;code&gt;Array&lt;/code&gt; e de &lt;code&gt;Date&lt;/code&gt;, a função &lt;code&gt;bind&lt;/code&gt;, o JSON, objetos globais imutáteis ( &lt;code&gt;undefined&lt;/code&gt;, &lt;code&gt;NaN&lt;/code&gt; e &lt;code&gt;Infinity&lt;/code&gt;), o Scrict Mode, entre outras novidades.&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;Anos 2010&lt;/h1&gt;
&lt;h2&gt;Os primeiros iPads e o Flash&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Em 2010 é anunciado o iPad, três anos após o primeiro iPhone. Uma peculiaridade sobre esse produto popular desde seu cerne é que o Flash rodando em iPads era um assassino de performance de baterias. No mesmo ano, em uma carta chamada “&lt;em&gt;Thoughts on Flash&lt;/em&gt;”, publicada pelo Wall Street Journal, Steve Jobs afirma que os bugs e falhas de segurança do Flash eram ruins para o iPad, e a Apple iria passar a bloqueá-lo por padrão. Assim como o post do DHH foi um marco em direção à morte do Internet Explorer 6, a carta de Jobs foi o começo da Apple matando o Flash.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;HTML5, CSS3 e o jQuery&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Ainda em 2010, uma versão do editor de código Visual Studio dá suporte ao jQuery, um sinal do mercado acenando mais uma vez com bons olhos para o JavaScript. Com a disseminação dessa biblioteca e a derrocada do Flash, muitos desenvolvedores passaram a encarar o JS com menos desconfiança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda sobre a Apple, a chegada dos iPhones 3 anos antes estabelece o poder de influência da empresa sobre o design da próxima década; e soluções como &lt;strong&gt;Sass&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Less&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Bootstrap&lt;/strong&gt; tornam-se cada vez mais populares. A reusabilidade de elementos, a simplicidade e a praticidade fazem com que cada vez mais desenvolvedores joguem suas pás de cal no design da web espalhafatosa surgida nos primórdios do CSS, dando lugar ao minimalismo. No entanto, o número cada vez maior de &lt;em&gt;assets&lt;/em&gt; para navegadores terem que lidar ao renderizar páginas mais pesadas do que nunca, somado às limitações de hardware e de velocidade de conexão da época, tornou necessárias novas soluções. A minificação foi uma delas e consiste na geração de &lt;em&gt;bundles&lt;/em&gt; de assets. A técnica consiste em remover indentação, espaços e nomes semânticos para variáveis, entre outras alterações, tudo isso para gerar textos comprimidos porém perfeitamente legíveis a nível de interpretador/motor.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Angular, React e VueJS&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/98u742qeezjmqzaz453t.png&quot; alt=&quot;dashboard page&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pensando em deixar o AJAX para trás a fim de gerenciar os estados das aplicações web de forma mais independente do servidor e definindo a linha que divide o desenvolvimento front-end do back-end, em 2010 o Google apresenta para o público o framework &lt;strong&gt;AngularJS&lt;/strong&gt; — até então um projeto interno. O AngularJS define como o desenvolvimento de páginas web será feito a partir de agora, estabelecendo de vez as &lt;strong&gt;Single-Page Applications&lt;/strong&gt; (SPA, para os mais íntimos) como um dos pilares da web moderna. As SPAs consistem em componentes e subcomponentes interagindo entre si, repaginando (&lt;em&gt;no pun intended!&lt;/em&gt;) o conceito de recarregamento de telas como conhecíamos até então. O refresh é abandonado, pois cada componente da tela agora sabe quando re-renderizar a si próprio dinamicamente a partir de alterações de estado cuja independência/interdependência é definida pela própria aplicação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2013 é a vez do &lt;strong&gt;Facebook&lt;/strong&gt; anunciar para o mundo open-source a sua própria biblioteca para SPAs, o &lt;strong&gt;ReactJS&lt;/strong&gt;. Seguido pelo &lt;strong&gt;Angular&lt;/strong&gt; (atualmente sem o “JS” no nome) e do &lt;strong&gt;VueJS&lt;/strong&gt;, o React é hoje a biblioteca mais popular para criação de interfaces.&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;Palavras finais&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;Este texto apresentou uma visão geral — e, portanto, resumida — da história do front-end. A escolha de interligá-la à história da própria web é uma escolha do autor, que optou por não omitir (ou mencionar apenas brevemente) tecnologias e linguagens que tiveram mais importância do que a pouca ênfase aqui deu a entender. Como desses 30 e poucos anos eu testemunhei menos da metade, muitas informações aqui são fruto de pesquisas às fontes originais. Elas estão todas na bibliografia e valem muito a pena a leitura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um outro ponto de debate seria tentar descobrir se a separação entre front-end e back-end realmente se iniciou com a criação do HTML e se intensificou dos anos 2010 para cá, ou se a convivência entre a computação e o &lt;em&gt;output&lt;/em&gt; dessa computação em máquinas como a de &lt;strong&gt;Anticítera&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;Máquina Analítica de Babbage &amp;amp; Lovelace&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Bombe de Turing&lt;/strong&gt;, por exemplo, seriam evidências de um front-end ancestral, precursor ao das telas dos PCs modernos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa discussão instigante se estende também a tipos mais experimentais de interfaces como as de realidade aumentada e realidade virtual. Mas — inevitavelmente já colocando aqui uma posição sobre o assunto — isso é assunto para outro texto.&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;Bibliografia&lt;/h1&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;http://www.barrypearson.co.uk/articles/layout_tables/history.htm&quot;&gt;A brief history of tables&lt;/a&gt; (Barry Pearson)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://web.archive.org/web/20170615060422/https://www.apple.com/hotnews/thoughts-on-flash/&quot;&gt;Thoughts on Flash&lt;/a&gt; (Steve Jobs)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=41mnNyMxPOA%5D%28https://www.youtube.com/watch?v=41mnNyMxPOA&quot;&gt;How We Got Here — The History of Web Development&lt;/a&gt; (Richard Campbell)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.mozilla.org/en-US/firefox/browsers/browser-history/&quot;&gt;The History of Web Browsers&lt;/a&gt; (Mozilla)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.w3.org/Style/CSS20/history.html&quot;&gt;A brief history of CSS until 2016&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=VKmPGmFY7H4&quot;&gt;A história do front-end para iniciantes em programação&lt;/a&gt; (Fabio Akita)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.w3.org/2002/03/csslayout-howto&quot;&gt;Tableless layout HOWTO&lt;/a&gt; (W3C)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://www.howtogeek.com/howto/32372/htg-explains-why-do-so-many-geeks-hate-internet-explorer/&quot;&gt;Why Do So Many Geeks Hate Internet Explorer?&lt;/a&gt; (How-To Geek) —&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://blog.logrocket.com/history-of-frontend-frameworks/&quot;&gt;History of front-end frameworks&lt;/a&gt; (LogRocket)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;10 Years On, Gmail Has Transformed the Web as We Know It — &lt;a href=&quot;https://www.wired.com/2014/04/gmail-ten/&quot;&gt;10 Years On, Gmail Has Transformed the Web as We Know It | WIRED&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://careerfoundry.com/en/blog/web-development/responsiveness-with-a-front-end-framework/&quot;&gt;What’s a Web Development Framework &amp;amp; Why Are They Useful?&lt;/a&gt; (Eric An)&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
</content:encoded></item><item><title>O que a série You pode te ensinar sobre segurança digital</title><link>https://guiteixeira.dev/garden/00-serie-you-seguranca-digital/</link><guid isPermaLink="true">https://guiteixeira.dev/garden/00-serie-you-seguranca-digital/</guid><description>Um guia de iniciantes sobre segurança digital</description><pubDate>Sun, 20 Dec 2020 00:00:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;h4&gt;(Atenção: Este texto pode conter &lt;em&gt;spoilers&lt;/em&gt; da primeira temporada de “You”)&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://dev-to-uploads.s3.amazonaws.com/uploads/articles/2aprrb86xl6zlfos3hw6.jpg&quot; alt=&quot;Joe Goldberg olhando com um semblante sério para frente, usando um boné sóbrio e segurano um smartphone no ouvido com a mão
&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste texto eu finjo que tento te convencer a assistir à série “You”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Narrada em primeira pessoa por Joe Goldberg, um gerente de livraria que se apaixona por uma mestranda em poesia, a trama não surpreende por sua qualidade enquanto obra cinematográfica, mas por mostrar alguns exemplos críveis sobre a importância da segurança digital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existem dois aspectos relevantes sobre a série e sua relação com o tema deste texto: o primeiro diz respeito ao fracasso em suspender a descrença do expectador em favor de algumas conveniências de roteiro. No mundo real, pessoas não costumam romper namoros à primeira demonstração de ciúme; tampouco costumam ficar ofendidos porque a festa-surpresa de aniversário tinha mais pessoas do que o esperado. Mais importante do que isso, não se espera que um psicopata atrapalhado continue se dando bem após sucessivos descuidos ao passo que se dá mal justamente quando se propõe a ser cuidadoso. Segundo os noticiários nos ensinam, esse perfil de criminoso está, em sua maioria, morto ou preso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que faz de “You” uma série medíocre é o fato dela não ser uma representação da realidade, e sim uma mera anedota, usada para justificar um enredo preguiçoso. Como seus personagens são anedóticos e anedotas não convencem o espectador, acreditar no que está sendo mostrado é uma tarefa árdua.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segundo aspecto diz respeito à inevitável conexão com o real, presente ao longo de toda a drama, que jamais deve ser ignorada — e é através dela que podemos extrair o que You tem de melhor: os personagens vivem na cidade de Nova York, possuem smartphones, Instagram, Facebook; eles trabalham, estudam, saem com os amigos, têm encontros, saem para jantar, viajam. Ou seja, quando um autor quer evitar escrever ficção científica ou fantástica, ele precisa respeitar o conjunto total de regras lógicas que atuam no mundo real/atual; e partindo do pressuposto de que a série teve êxito nessa tarefa, há motivos suficientes para que ela seja útil enquanto fonte de exemplos de como a exploração de vulnerabilidades na ficção pode ser idêntica à exploração de vulnerabilidades no mundo factual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, com base em acontecimentos da primeira temporada, elaborei um compilado de dicas que você pode implementar no dia a dia e que podem te ajudar a manter distância de pessoas potencialmente mal-intencionadas.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Smartphones, tablets e computadores&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*KLBdTNnCpbzbaWbPU3xXag.jpeg&quot; alt=&quot;A Windows 10 lock screen saying that the fingerprint couldn’t be recognised.&quot; /&gt;&amp;lt;figcaption&amp;gt;Photo by &amp;lt;a href=&quot;https://unsplash.com/@meymigrou?utm_source=unsplash&amp;amp;utm_medium=referral&amp;amp;utm_content=creditCopyText&quot;&amp;gt;Panos Sakalakis&amp;lt;/a&amp;gt; on &amp;lt;a href=&quot;https://unsplash.com/s/photos/lock-screen?utm_source=unsplash&amp;amp;utm_medium=referral&amp;amp;utm_content=creditCopyText&quot;&amp;gt;Unsplash&amp;lt;/a&amp;gt;&amp;lt;/figcaption&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Utilize Boas Senhas de Desbloqueio&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Na série, um laptop é facilmente invadido, numa mistura de conveniência para os roteiristas e uma legítima ingenuidade da personagem dona do device. É aconselhável que você proteja o seu &lt;em&gt;device&lt;/em&gt; com ao menos algum tipo de senha, seja ela biométrica (no leitor de impressões digitais), numérica ou um desenho (o chamado “padrão de desbloqueio”, do inglês &lt;em&gt;pattern lock&lt;/em&gt;). A ideia é que, se não estiver utilizando um leitor de digitais, você se previna dessa possibilidade de invasão. O leitor biométrico não é à prova de falhas, mas, se ele estiver disponível, é melhor que esteja ativado.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Remova Conteúdos Pessoais do Armazenamento Local&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Prefira salvar cópias dos seus dados na nuvem, seja para fins de backup, seja para sua segurança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se um dia você perder seu dispositivo ou ele for furtado/roubado, é importante ter ativado o recurso Encontrar Dispositivo (Android) ou o Find My (iOS/macOS). Ele permite não apenas que o rastreamento, mas também a remoção do acesso à conta e a limpeza dos dados do aparelho roubado/perdido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como esse recurso é uma medida de último caso e só funciona enquanto houver conexão com a internet, a melhor dica é: não armazene no seu smartphone conteúdos pessoais ou sensíveis, tanto aqueles pertencentes a você quanto a seus familiares e outras pessoas próximas. Tenha o costume de salvar em outro local — de preferência na nuvem — arquivos pessoais, como fotos, vídeos, endereços, números de documentos, senhas etc. Evite fazer backup &lt;strong&gt;apenas&lt;/strong&gt; em HDs externos e pendrives, pois, por mais versáteis que eles sejam, sempre há a chance deles se corromperem a qualquer momento, tornando os dados salvos inacessíveis permanentemente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Saiba mais sobre o Find My &lt;a href=&quot;https://www.apple.com/br/icloud/find-my/&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; (site da Apple) e sobre o Encontrar Dispositivo &lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/find-your-phone&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; (Dashboard do Google))&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Criptografe Seus Dados&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*VkS8agGt5schHU1KWRIlTw.jpeg&quot; alt=&quot;A german Enigma Machine, exposed at a museum.&quot; /&gt;&amp;lt;figcaption&amp;gt;Enigma Machine. (Photo by &amp;lt;a href=&quot;https://unsplash.com/@maurosbicego?utm_source=unsplash&amp;amp;utm_medium=referral&amp;amp;utm_content=creditCopyText&quot;&amp;gt;Mauro Sbicego&amp;lt;/a&amp;gt; on &amp;lt;a href=&quot;https://unsplash.com/s/photos/cryptography?utm_source=unsplash&amp;amp;utm_medium=referral&amp;amp;utm_content=creditCopyText&quot;&amp;gt;Unsplash&amp;lt;/a&amp;gt;)&amp;lt;/figcaption&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como já sabemos, manter o armazenamento local livre de dados pessoais é um ideal difícil de ser cumprido. Então, certificar-se de que seu smartphone/tablet está criptografado é uma forma de impedir que dados sejam extraídos do seu &lt;em&gt;device&lt;/em&gt; caso ele seja acessado por alguém indesejado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De maneira simples, a criptografia é um processo de codificação de dados. As informações neles contidas passam por um algoritmo que os “embaralha” para que, caso sejam acessados, eles se tornem ininteligíveis para quem vê. A única forma de desencriptá-los é através de uma chave correspondente, que reverte o processo disparado pelo algoritmo. Quando, por exemplo, o WhatsApp diz que habilitou a criptografia de ponta a ponta, na prática significa que você e a pessoa do outro lado possuem um código de segurança idêntico para a conversa entre vocês, possibilitando a troca de mensagens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para saber mais, assista ao incrível “O Jogo da Imitação” (2014), filme baseado em fatos reais que narra a importância do trabalho do matemático e cientista da computação inglês Alan Turing como &lt;em&gt;code breaker&lt;/em&gt; durante a 2ª Guerra Mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais informações sobre a importância da criptografia e como habilitá-la (caso já não esteja por padrão): artigo &lt;a href=&quot;https://ssd.eff.org/pt-br/module/mantendo-seus-dados-seguros&quot;&gt;mantendo seus dados seguros&lt;/a&gt; (&lt;em&gt;Surveillance Self-Defense&lt;/em&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Redes Sociais e Outros Sites&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*xf5RufT-nExF_kiaIwTUkw.jpeg&quot; alt=&quot;A smartphone grabbed by a causasian left hand. Is shows an iPhone homescreen with 6 rows and 4 columns of a miriad of apps.&quot; /&gt;&amp;lt;figcaption&amp;gt;Photo by &amp;lt;a href=&quot;https://unsplash.com/@saulomohana?utm_source=unsplash&amp;amp;utm_medium=referral&amp;amp;utm_content=creditCopyText&quot;&amp;gt;Saulo Mohana&amp;lt;/a&amp;gt; on &amp;lt;a href=&quot;https://unsplash.com/s/photos/apps-social?utm_source=unsplash&amp;amp;utm_medium=referral&amp;amp;utm_content=creditCopyText&quot;&amp;gt;Unsplash&amp;lt;/a&amp;gt;&amp;lt;/figcaption&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Facebook&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O Facebook provavelmente é a rede social que centraliza num só lugar a maior quantidade de informações sobre você. Felizmente, a própria rede social possui um a ferramenta chamada Verificação de Privacidade. Entre outros tópicos, você pode controlar o nível de informações pessoais às quais visitantes do seu perfil têm acesso, sejam eles seus amigos, amigos de amigos ou desconhecidos. Saiba quais informações você deixa públicas e impeça que terceiros descubram, através de detecção de padrões e triangulação, o horário em que chega ou sai dos seus lugares frequentes. Ainda mais importante que isso é evitar que descubram &lt;strong&gt;através de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; esse tipo de informação sobre os seus entes queridos ou amigos próximos. Seja um vetor de proteção, não de vulnerabilidade e &lt;strong&gt;jamais&lt;/strong&gt; confie na aparente boa intenção das pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De tempos em tempos faça um &lt;strong&gt;checkup de privacidade&lt;/strong&gt; na sua conta do Facebook. Analise a lista de &lt;em&gt;devices&lt;/em&gt; com os quais você fez login na plataforma. Essa opção está na seção &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/settings?tab=security&quot;&gt;Segurança e Login&lt;/a&gt; das configurações. Aproveite para entender quais informações o Facebook coleta sobre você e o que faz com essas informações.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Instagram, Snapchat e TikTok&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Em apps cuja mídia principal é a audiovisual, a dica é parecida: evite expor publicamente locais sensíveis, como sua casa, os lugares que você costuma frequentar regularmente, nem os horários em que você chega e sai de casa. O método que eu uso nas raras vezes em que publico algo Instagram é optar por postar fotos em lugares que visito pela primeira vez, em lugares que eu frequento sem regularidade ou cuja localização seja difícil de discernir/triangular. O próprio Instagram possui o recurso “melhores amigos” para o compartilhamento de stories visíveis somente por um subconjunto de perfis escolhidos manualmente por você.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Serviços do Dia a Dia (Google, E-mail Etc.)&lt;/h3&gt;
&lt;h4&gt;Google&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Faça um &lt;em&gt;egosearch&lt;/em&gt;. Ele consiste em simplesmente pesquisar quem é você no Google, seja através do seu nome e sobrenome, seja através dos &lt;em&gt;usernames&lt;/em&gt; que você utiliza internet afora. O intuito disso é o mesmo que vem sendo repetido ao longo deste texto: diminuir a área de alcance de um stalker ao tentar encontrar informações que apontem para você na internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caso haja conteúdos sobre você que possam te causar algum dano, você pode solicitar a remoção diretamente com o Google. É uma medida drástica, pois tudo o que foi dito até aqui serve justamente para evitar que você chegue nessa situação; mas o Google — neste caso — pode ser seu amigo:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://support.google.com/websearch/troubleshooter/3111061?hl=en&quot;&gt;Remover Informações do Google&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;E por falar em Google, já que infelizmente não é possível viver completamente fora do alcance dessa megacorp, tenha sempre ao alcance estas três páginas que te permitirão ter mais consciência dos dados armazenados por ele.&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Painel do Google (&lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/dashboard&quot;&gt;https://myaccount.google.com/dashboard&lt;/a&gt;): é um panorama geral de como você interage com os serviços e apps do Google, desde suas agendas até suas localizações salvas, apps instalados, seus contatos, e por aí vai.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Verificação de segurança (&lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/security-checkup&quot;&gt;https://myaccount.google.com/security-checkup&lt;/a&gt;): informações sobre seus dispositivos logados na sua conta Google, lista de apps que possuem acesso à sua conta e um log de ocorrências recentes na sua conta. Sempre bom ter essa página ao alcance de um clique/toque de distância.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Check-up de Privacidade (&lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/privacycheckup&quot;&gt;https://myaccount.google.com/privacycheckup&lt;/a&gt;): uma série de configurações sobre o quão exposta você deixa sua conta em troca de recomendações mais detalhadas ao utilizar os serviços do Google.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Bônus: acesse a seção de permissões (&lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/permissions&quot;&gt;https://myaccount.google.com/permissions&lt;/a&gt;) e certifique-se de que todos os apps listados são aqueles para os quais você se lembra de ter dado acesso de login usando sua conta do Google&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Novamente, já que &lt;a href=&quot;https://en.wikipedia.org/wiki/DeGoogle&quot;&gt;DeGoogle&lt;/a&gt; não é uma realidade, pelo menos tenha em suas mãos o poder de decidir como vai pesar essa balança na qual de um lado estão os seus dados e do outro estão os algoritmos de recomendação do Google. O tópico “privacidade versus Google e Facebook” mereceria um texto inteiro — ou talvez uma série de textos, livros, teses de mestrado e doutorado, guilhotinas prontas e afiadas — que aborde o tamanho do problema com o qual estamos lidando. Mas os passos listados já são um começo de um caminho em direção ao &lt;em&gt;awareness&lt;/em&gt; que todos deveremos ter para pararmos de acreditar que as empresas bonitinhas da internet ligam pro bem-estar dos seus usuários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://cdn-images-1.medium.com/max/739/1*8bxeGdGAduXbJQYtzn9FGA.jpeg&quot; alt=&quot;Black screen and a quote: “There are only two industries that call their customers ‘users’: illegal drugs and software.”&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por fim, verifique se o seu e-mail já foi comprometido em alguma brecha de segurança através do &lt;a href=&quot;https://haveibeenpwned.com/&quot;&gt;Have I Been Pwned&lt;/a&gt;. Basta digitar seu e-mail para obter uma lista de sites nos quais você utilizou esse e-mail para logar e que tiveram alguma falha de segurança tornada pública e tiveram dados de clientes expostos. Você pode estar entre os perfis expostos, então, ou troque sua senha imediatamente, ou exclua sua conta nesse serviço, caso não o utilize mais.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Gerenciadores de Senha&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Outro ponto importante é como você salva suas senhas. Antes de mais nada, certifique-se de que elas não estejam armazenadas no seu cérebro. Como você já sabe, o cérebro é um péssimo local para fazer e acessar backups. Outro lugar onde você não deveria armazenar suas senhas é no seu navegador, pois você não é capaz de levá-las para fora dele, caso necessário. Você se torna dependente do bom funcionamento de apenas um navegador para fazer o gerenciamento de todas as suas credenciais, o que não é nada prático.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dito isto, há soluções pagas e gratuitas, proprietárias e de código aberto, para geração e armazenamento de senhas, como o &lt;a href=&quot;https://www.lastpass.com/pricing&quot;&gt;LastPass&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;https://www.dashlane.com/plans&quot;&gt;Dashlane&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;https://bitwarden.com/pricing/&quot;&gt;BitWarden&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;https://www.keepersecurity.com/pricing.html?t=b&quot;&gt;Keeper&lt;/a&gt;, o &lt;a href=&quot;https://1password.com/sign-up/&quot;&gt;1Password&lt;/a&gt;, entre outros. Além de fazerem tudo o que os gerenciadores presentes nos navegadores não fazem, ainda possuem outras ferramentas, como a funcionalidade de avisar quando uma mesma senha é utilizada em serviços diferentes, medir a força de uma senha, e permitem que, além de senhas, você salve outros tipos de informações sigilosas, como senhas de Wi-Fi, informações de cartão de crédito, notas seguras etc.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Autenticação em Dois Fatores (2FA)&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;É possível adicionar uma camada adicional muito importante na segurança dos logins. O nome dessa camada é Autenticação em Dois Fatores (ou &lt;em&gt;Two-Factor Authentication&lt;/em&gt;). Quando alguém insere um usuário e uma senha corretos, ela faz com que, em vez de obter acesso à conta (dela própria ou da vítima), é necessário que seja inserida também uma informação que — presume-se — apenas o usuário verdadeiro possui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje em dia a solução mais segura que seja ao mesmo tempo relativamente simples de ser implementada é utilizar um aplicativo para smartphone que gera uma sequência de 6 números que expiram a cada 30 segundos. Você sincroniza esse aplicativo com o serviço no qual deseja ativar essa proteção adicional e, toda vez que fizer login a partir de um novo &lt;em&gt;device&lt;/em&gt;, o serviço irá requerir que você insira os dígitos atuais mostrados pelo app.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os gratuitos mais utilizados atualmente são o Google Authenticator e o Authy. O último, inclusive, possui versões para Android, Windows, iOS e macOS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse tipo de autenticação em dois fatores via token aleatório é capaz de impedir os ataques menos sofisticados e, por isso, é recomendável que todas as pessoas o utilizem para salvaguardar suas senhas mais importantes. No entanto, se um atacante possuir o seu smartphone desbloqueado em mãos, o sucesso da invasão estará garantido. Por isso, o próximo tópico são as senhas de telas de bloqueio.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Senhas e Telas de Bloqueio&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*VyiQ-H8tkOXiBDk681iChQ.jpeg&quot; alt=&quot;A vault with a variety of secure shelves, some of them opened.&quot; /&gt;&amp;lt;figcaption&amp;gt;Photo by &amp;lt;a href=&quot;https://unsplash.com/@jankolar?utm_source=unsplash&amp;amp;utm_medium=referral&amp;amp;utm_content=creditCopyText&quot;&amp;gt;Jan Antonin Kolar&amp;lt;/a&amp;gt; on &amp;lt;a href=&quot;https://unsplash.com/s/photos/vault?utm_source=unsplash&amp;amp;utm_medium=referral&amp;amp;utm_content=creditCopyText&quot;&amp;gt;Unsplash&amp;lt;/a&amp;gt;&amp;lt;/figcaption&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sendo a tela de bloqueio a porta de entrada dos seus &lt;em&gt;devices&lt;/em&gt;, é desnecessário salientar a importância de senhas seguras e difíceis de serem adivinhadas ou reproduzidas. Para isso, as dicas são:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Não utilize a &lt;strong&gt;inicial do seu nome&lt;/strong&gt; como padrão de desbloqueio (ou qualquer outro desenho de letra);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Não utilize &lt;strong&gt;os dígitos do seu aniversário&lt;/strong&gt; como pin de segurança na tela de bloqueio;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Não utilize os dígitos &lt;strong&gt;do aniversário de pessoas próximas&lt;/strong&gt; como senha. Esse tipo de informação pode ser facilmente encontrado no Facebook, no Twitter e no Instagram dessas pessoas. Até mesmo uma busca no Google minimamente aprimorada dá conta de revelá-lo.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Se seu smartphone não tem autenticação por biometria, crie um padrão de desbloqueio cujo desenho não remeta a nada óbvio — e decore-o. Fazendo isso, você irá dificultar que pessoas reproduzam o seu desenho. Mesma coisa para o computador: elabore uma senha que seja impossível de ser reproduzida ou adivinhada mesmo se um terceiro estiver te vendo desbloquear a tela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em suma, descarte quaisquer senhas baseadas em informações que apontem para você ou a coisas que você gosta, em especial informações facilmente encontráveis no Google. A ideia é que, por exemplo, fãs de Star Wars evitem senhas como “&lt;em&gt;m4y_th3_f0rc3&lt;/em&gt;” e por aí vai.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É possível adicionar ainda mais proteção no pós-desbloqueio. Imagine que alguém acessou o seu smartphone sem necessariamente precisar saber sua senha, ou seja, o aparelho foi desbloqueado por você e caiu em mãos erradas antes da tela apagar. Há alguns apps que — através de uma simples configuração — pedem novamente a senha de desbloqueio para serem abertos, tais como o WhatsApp, apps de galeria de fotos e apps de banco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para os que não possuem essa opção de forma nativa, é possível ativar a funcionalidade através do &lt;a href=&quot;https://play.google.com/store/apps/details?id=com.symantec.applock&quot;&gt;Norton App Lock&lt;/a&gt;. A NortonLifeLock (antiga Symantec) é uma das empresas mais tradicionais de segurança na internet.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Senhas Fortes&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Mais especificamente sobre senhas, a melhor dica que eu tenho é: utilize um gerenciador de senhas que faça por você o trabalho de gerar e guardar senhas seguras e aleatórias. Com apenas uma senha-mestra, você terá acesso a todas as outras através do gerenciador. Apenas certifique-se de que essa senha-mestra seja impossível de adivinhar utilizando dicas como este da &lt;a href=&quot;https://www.kaspersky.com/resource-center/threats/how-to-create-a-strong-password&quot;&gt;Kaspersky&lt;/a&gt; (em inglês), esta dica do &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=uq8-nzdyjtw&quot;&gt;canal BPV&lt;/a&gt; e este site chamado &lt;a href=&quot;https://www.security.org/how-secure-is-my-password/&quot;&gt;How Secure Is My Password&lt;/a&gt;, que estima quanto tempo a sua senha levaria para ser quebrada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O resumo das dicas é que os algoritmos usados para quebrar senhas já não são mais enganados por substituições de letras por números, tais como “L&lt;em&gt;4dy_g4g4&lt;/em&gt;”. Opte por sequências de palavras não relacionadas, com letras maiúsculas e minúsculas e caracteres especiais em ordem espontânea.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Outros pontos&lt;/h3&gt;
&lt;h4&gt;Antivírus&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Existe uma máxima sobre antivírus que diz que “ &lt;strong&gt;o melhor antivírus que existe é você&lt;/strong&gt; ”. Eu adicionaria uma segunda que diz que “ &lt;strong&gt;um antivírus ativado nunca é demais&lt;/strong&gt; ”. Não sei qual está mais correta, então levo ambas a sério. No Linux e no Mac eu tento ser meu próprio antivírus. No Windows, o Windows Defender está sempre atualizado e ativado. Há vários antivírus disponíveis no mercado; escolha um deles e mantenha-o atualizado e ativado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fica também a recomendação do &lt;a href=&quot;https://www.malwarebytes.com/&quot;&gt;software anti-malware da Malwarebytes&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Backup e Dados&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Mais sobre segurança de dados, tenho uma pequena anedota para ilustrar um ponto importante. Quando eu era adolescente, eu gostava muito de poesia, de ler e de escrever. Eu tinha cadernos digitais de poemas escritos, em centenas e centenas de blocos de notas salvos em várias pastas do meu disco rígido, todas organizadas por tema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um belo dia, meus pais e eu decidimos atualizar a máquina do Windows 98 para o Windows XP e o levamos até um técnico em informática para o qual pedimos &lt;strong&gt;com todas as letras&lt;/strong&gt; que &lt;strong&gt;fizesse o backup&lt;/strong&gt; do disco rígido, pois eu não queria perder aqueles textos tão importantes para mim. Claro que ele ignorou o backup e fez um &lt;em&gt;fresh install&lt;/em&gt; do Windows XP por cima do OS antigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aquele incidente mudou a minha vida. Daquele dia em diante eu nunca mais permiti que qualquer terceiro encostasse um dedo em qualquer máquina minha, decidi que nunca mais iria depender de qualquer outra pessoa para formatar, instalar e configurar meus sistemas operacionais. Aprendi a instalar todas as versões do Windows, todas famílias de distribuições Linux e até a fazer um hackintosh. Aprendi a fazer backup local utilizando discos particionados e backup em nuvem. Aprendi a formatar computadores com diferentes tipos de BIOS, a montar e desmontar desktops e notebooks. Aprendi a fazer instalações &lt;em&gt;single-boot&lt;/em&gt; (Windows, Linux ou macOS), &lt;em&gt;dual-boot&lt;/em&gt; (Windows + Linux) e &lt;em&gt;triple-boot&lt;/em&gt; (Windows + Linux + Linux).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os seus dados são &lt;strong&gt;sua&lt;/strong&gt; responsabilidade, então reivindique seu poderio sobre eles. Não seja o Guilherme de 14 anos, não terceirize a segurança dos seus próprios dados e jamais confie nas boas intenções das pessoas, sobretudo de técnicos em informática.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Conclusões&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Espero que este texto tenha te ajudado a se conscientizar sobre a importância digital e tenha servido como uma introdução ao assunto. É, afinal, o propósito deste guia: ser uma introdução. A partir daqui, você pode consultar os links nas referências, procurar livros, perfis de pesquisadores da área, ouvir podcasts, assistir vídeos e documentários. Dentro da academia há diversos pesquisadores desenvolvendo trabalhos sobre segurança da informação, na polícia há agentes fazendo contrainteligência e investigando cybercrimes, no mercado de trabalho vem aumentando a procura por hackers éticos, &lt;em&gt;bounty hunters&lt;/em&gt; etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espero também que, ao tomar consciência do controle que você é capaz de ter sobre os seus dados e a sua responsabilidade sobre eles, você possa diminuir a ansiedade e/ou insegurança com relação ao quão vulneráveis estamos quando não fazemos nada a respeito. A luta por uma internet e uma vida mais seguras nunca é e nunca será uma missão cumprida; é uma batalha sem final e também sem vencedores. O que espero que você tenha em mente após ter lido este guia é a ideia de que, quanto mais trabalho você der ao atacante, menor a chance dele persistir na tentativa de achar uma brecha na sua segurança. Hackers geralmente preferem vítimas fáceis, que requeiram pouco ou nenhum esforço para serem atacadas. Já que, na internet e na vida, todos somos vidraças, não meça esforços para que sua janela seja mais forte que a pedra.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Referências&lt;/h3&gt;
&lt;h4&gt;YouTube&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Canal no YouTube do hacker ético Gabriel Pato: &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/gabrielpato&quot;&gt;https://www.youtube.com/gabrielpato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entendendo Conceitos Básicos de Criptografia 1/2 (Fábio Akita): &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=CcU5Kc_FN_4&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=CcU5Kc_FN_4&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entendendo Conceitos Básicos de Criptografia 2/2 (Fábio Akita): &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=HCHqtpipwu4&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=HCHqtpipwu4&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Documentários&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;The Great Hack (disponível na Netflix e no serviço de streaming Give Your Jumps): &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt4736550/&quot;&gt;https://www.imdb.com/title/tt4736550/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The Social Dilemma (disponível na Netflix e no serviço de streaming Give Your Jumps): &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt11464826/&quot;&gt;https://www.imdb.com/title/tt11464826/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Filmes&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Immitation Game (disponível na Amazon Prime e no serviço de streaming Give Your Jumps): &lt;a href=&quot;https://www.imdb.com/title/tt2084970/&quot;&gt;https://www.imdb.com/title/tt2084970/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Podcasts&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Podcast Segurança Legal: &lt;a href=&quot;https://www.segurancalegal.com/&quot;&gt;https://www.segurancalegal.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Podcast Tecnocracia: &lt;a href=&quot;https://manualdousuario.net/feed/podcast/tecnocracia&quot;&gt;https://manualdousuario.net/feed/podcast/tecnocracia&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Subreddits&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;r/cybersecurity: &lt;a href=&quot;https://www.reddit.com/r/cybersecurity/&quot;&gt;https://www.reddit.com/r/cybersecurity/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;r/hacking: &lt;a href=&quot;https://www.reddit.com/r/hacking/&quot;&gt;https://www.reddit.com/r/hacking/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;r/Intelligence: &lt;a href=&quot;https://www.reddit.com/r/Intelligence/&quot;&gt;https://www.reddit.com/r/Intelligence/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;r/PrivacyTools: &lt;a href=&quot;https://www.reddit.com/r/privacytoolsIO/&quot;&gt;https://www.reddit.com/r/privacytoolsIO/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;r/privacy: &lt;a href=&quot;https://www.reddit.com/r/privacy/&quot;&gt;https://www.reddit.com/r/privacy/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;r/SocialEngineering: &lt;a href=&quot;https://www.reddit.com/r/SocialEngineering/&quot;&gt;https://www.reddit.com/r/SocialEngineering/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;r/DeGoogle: &lt;a href=&quot;https://www.reddit.com/r/degoogle/&quot;&gt;https://www.reddit.com/r/degoogle/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Artigos&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Texto do Authy sobre Two-Factor Authentication (em inglês): &lt;a href=&quot;https://authy.com/what-is-2fa/&quot;&gt;https://authy.com/what-is-2fa/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Texto da Kaspersky sobre Autenticação em Dois Fatores: &lt;a href=&quot;https://www.kaspersky.com.br/blog/o-que-e-a-autenticacao-de-dois-fatores-e-como-usa-la/3226/&quot;&gt;https://www.kaspersky.com.br/blog/o-que-e-a-autenticacao-de-dois-fatores-e-como-usa-la/3226/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Texto da Kaspersky sobre como criar uma senha forte (em inglês): &lt;a href=&quot;https://www.kaspersky.com/resource-center/threats/how-to-create-a-strong-password&quot;&gt;https://www.kaspersky.com/resource-center/threats/how-to-create-a-strong-password&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Texto sobre como criptografar dispositivos (Gizmodo Brasil): &lt;a href=&quot;https://gizmodo.uol.com.br/como-criptografar-dispositivos/&quot;&gt;https://gizmodo.uol.com.br/como-criptografar-dispositivos/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mantendo seus dados seguros: &lt;a href=&quot;https://ssd.eff.org/pt-br/module/mantendo-seus-dados-seguros&quot;&gt;https://ssd.eff.org/pt-br/module/mantendo-seus-dados-seguros&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seção de Segurança do Painel do Google: &lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/security&quot;&gt;https://myaccount.google.com/security&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por que você não deveria usar o gerenciador de senhas do seu navegador (How To Geek, em inglês): &lt;a href=&quot;https://www.howtogeek.com/447345/why-you-shouldnt-use-your-web-browsers-password-manager/&quot;&gt;https://www.howtogeek.com/447345/why-you-shouldnt-use-your-web-browsers-password-manager/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que é criptografia: &lt;a href=&quot;https://www.kaspersky.com.br/resource-center/definitions/encryption&quot;&gt;https://www.kaspersky.com.br/resource-center/definitions/encryption&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Artigo “Mantendo seus dados seguros” (ssd.eef.org): &lt;a href=&quot;https://ssd.eff.org/pt-br/module/mantendo-seus-dados-seguros&quot;&gt;https://ssd.eff.org/pt-br/module/mantendo-seus-dados-seguros&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Artigo de ajuda “Remover informações do Google”: &lt;a href=&quot;https://support.google.com/websearch/troubleshooter/3111061?hl=pt-BR&quot;&gt;https://support.google.com/websearch/troubleshooter/3111061?hl=pt-BR&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Painel do Google: &lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/dashboard&quot;&gt;https://myaccount.google.com/dashboard&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Verificação de segurança do Google: &lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/security-checkup&quot;&gt;https://myaccount.google.com/security-checkup&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Checkup de Privacidade: &lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/privacycheckup&quot;&gt;https://myaccount.google.com/privacycheckup&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apps com acesso à sua conta Google: &lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/permissions&quot;&gt;https://myaccount.google.com/permissions&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Livros&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais (Jaron Lanier): &lt;a href=&quot;https://www.intrinseca.com.br/livro/857/&quot;&gt;https://www.intrinseca.com.br/livro/857/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Outros Sites e Blogs&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Trend Micro: &lt;a href=&quot;https://blog.trendmicro.com/&quot;&gt;https://blog.trendmicro.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;threatpost: &lt;a href=&quot;https://threatpost.com/&quot;&gt;https://threatpost.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hacker News: &lt;a href=&quot;https://thehackernews.com/&quot;&gt;https://thehackernews.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Security Affairs: &lt;a href=&quot;https://securityaffairs.co/wordpress/&quot;&gt;https://securityaffairs.co/wordpress/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;packet storm: &lt;a href=&quot;https://packetstormsecurity.com/&quot;&gt;https://packetstormsecurity.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It Security Guru: &lt;a href=&quot;https://www.itsecurityguru.org/&quot;&gt;https://www.itsecurityguru.org/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Graham Cluley: &lt;a href=&quot;https://grahamcluley.com/&quot;&gt;https://grahamcluley.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dark Reading: &lt;a href=&quot;https://www.darkreading.com/&quot;&gt;https://www.darkreading.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;cyberscoop: &lt;a href=&quot;https://www.cyberscoop.com/&quot;&gt;https://www.cyberscoop.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Have I Been Pwned: &lt;a href=&quot;https://haveibeenpwned.com/&quot;&gt;https://haveibeenpwned.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;How Secure Is My Password: &lt;a href=&quot;https://www.security.org/how-secure-is-my-password/&quot;&gt;https://www.security.org/how-secure-is-my-password/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Malwarebites (Software Anti-Malware): &lt;a href=&quot;https://www.malwarebytes.com/&quot;&gt;https://www.malwarebytes.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Apps&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;LastPass: &lt;a href=&quot;https://www.lastpass.com/pricing&quot;&gt;https://www.lastpass.com/pricing&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dashlane: &lt;a href=&quot;https://www.dashlane.com/plans&quot;&gt;https://www.dashlane.com/plans&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;BitWarden: &lt;a href=&quot;https://bitwarden.com/pricing/&quot;&gt;https://bitwarden.com/pricing/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Keeper: &lt;a href=&quot;https://www.keepersecurity.com/pricing.html?t=b&quot;&gt;https://www.keepersecurity.com/pricing.html?t=b&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1Password: &lt;a href=&quot;https://1password.com/sign-up/&quot;&gt;https://1password.com/sign-up/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Norton App Lock (Android): &lt;a href=&quot;https://play.google.com/store/apps/details?id=com.symantec.applock&amp;amp;hl=en&amp;amp;gl=US&quot;&gt;https://play.google.com/store/apps/details?id=com.symantec.applock&amp;amp;hl=en&amp;amp;gl=US&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Find My (iOS, iPadOS, macOS): &lt;a href=&quot;https://www.apple.com/br/icloud/find-my/&quot;&gt;https://www.apple.com/br/icloud/find-my/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encontrar Dispositivo (Android): &lt;a href=&quot;https://myaccount.google.com/find-your-phone&quot;&gt;https://myaccount.google.com/find-your-phone&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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